DESTAQUE DESTA SEMANA: Peças do Jurássico Superior

Data da notícia: 20, Março 2020

 DESTAQUE DESTA SEMANA: Peças do Jurássico Superior

Estas três peças são exibidas junto à área que o MCCB dedica ao período do Jurássico Superior e aos ambientes marinhos litorais evidenciados pelos abundantes fósseis de moluscos de água doce, crocodilos, peixes, tartarugas e dinossáurios. 

Tratam-se de três fósseis que representam os invertebrados, os vertebrados e as florestas antigas. No museu é possível tateá-los, enriquecendo-se a experiência sensorial de quem nos visita e garantido a acessibilidade de todos, incluindo aqueles com deficiência visual.

 

Vertebra da cauda de um dinossáurio (à esquerda)

(Cortesia: Salvador Carreira)

Vertebra da grande cauda de um grande dinossáurio com cerca de 150 milhões de anos que viveu da zona da batalha.

Nesta região, há muitos restos de vertebrados fósseis. São aqui conhecidos ossos e dentes fossilizados, bem como outros vestígios da sua presença, tais como pegadas, excrementos ou cascas de ovos.

Os dinossáurios encontram-se bem representados na zona da Batalha e nos concelhos próximos.

Este grande grupo de vertebradas terrestes de quatro membros, tetrápodes, surgiu há cerca de 230 milhões de anos.

A maior parte dos dinossáurios extinguiu-se há cerca de 65 milhões de anos. No entanto, sobreviveu um grupo de pequenos dinossáurios que deu origem às aves atuais. Este fóssil formou-se por um longo processo da mineralização em que a matéria orgânica foi substituída pela matéria mineral. O osso agora parece uma pedra em vários tons de castanho. Possui diferentes texturas tendo um formato arrendado e curvo. As suas extremidades são achatadas


Molde interno de um gastrópode (ao centro)

(Cortesia: Rui Louro)

Este fóssil é um molde interno de um grande caracol marinho com cerca de 150 milhões de anos descoberto perto de Rio Maior. Trata-se de um vestígio de um organismo marinho, o que nos mostra que no Jurássico Superior, esta região era coberta por mar. É frequente encontrar na região Batalha depósitos marinhos em que fósseis como este aparecem misturados com corais, ostras, ouriços do mar e outros invertebrados que povoam os mares quentes que então cobriam parte desta zona do país. Este gastrópode, que se encaixa perfeitamente na palma da mão, tornou-se fóssil porque o espaço vazio do interior da concha foi preenchido por sedimentos marinhos. A sua cor clara deve-se aos sedimentos que ali se acumularam. Caracóis marinhos como este vivem atualmente a centenas de metros de profundidade, no fundo do mar que está nas proximidades desta região. Alimentam-se de caranguejos e de outros moluscos. A concha deste molusco tem a forma de espiral em castanho claro e a sua textura é levemente áspera 

 

Pedaço de caule de uma gimnospérmica (à direita)

(Cortesia: Salvador Carreira)

Este fóssil é um pedaço de caule de uma árvore com cerca d e150 milhões de anos.  Encontrado perto da Batalha, pertenceria a uma gimnospérmica, as designadas plantas sem flor e mais especificamente ao grupo das coníferas, que inclui os pinheiros, os ciprestes e as araucárias. O fragmento do caule tornou-se fóssil através do enriquecimento em sílica na maior parte da peça: silicificação. A presenta tons avermelhados que se justificam pela presença de óxidos de ferro.

Na região da Batalha são frequentes as descobertas de pedaços de caules fósseis de árvores do final do Período Jurássico, entre os 163 e os 145 milhões de anos e o Cretácico Inferior entre os 145 e os 100 milhões de anos. Possui um formato retangular irregular, sendo notórias as diferenças de texturas da peça, das quais se destaca o nó na madeira no lado direito.

 

CONTEÚDOS ÁUDIO E VÍDEO:

Áudiodescrição das peças: https://soundcloud.com/user-703797746/pecas-do-jurassico-superior-audio

Interpretação em Língua Gestual Portuguesa: https://youtu.be/aPAjWVhgIV0